Fábio Dias
17/12/2013
Garça 

SAAE: Mistura de produtos leva a liberação de gás toxico

No início da tarde de ontem, às 14 horas, a mistura de hipoclorito de sódio com ácido fluorsilícico num container nas dependências do SAAE
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          No início da tarde de ontem, às 14 horas,  a mistura de hipoclorito de sódio com ácido fluorsilícico num container nas dependências do SAAE (Serviço Autônomo de Águas e Esgoto) levou o Corpo de Bombeiros a evacuar o prédio e isolar a área num perímetro de 100 metros. O incidente ocorreu depois que uma equipe terceirizada depositou o ácido fluorsilícico no container reservado a hipoclorito de sódio. A reação levou a liberação de gases e ao encaminhamento para atendimento hospitalar de três funcionários do SAAE  e um da empresa que trouxe o produto. Todos foram atendimentos na Unidade de Pronto Atendimento e depois de medicados foram liberados.

De acordo com o diretor superintendente da autarquia, Ary Marino Filho, o problema se deu pela mistura de dois ácidos que são corrosivos, mas antes que a tarde finalizasse o problema já estava sob controle.

 

 

SAAE

Mistura de produtos tóxicos leva a isolamento da área

 

Bombeiros promoveram o isolamento da área para evitar possíveis complicações

No início da tarde de ontem, às 14 horas,  a mistura de hipoclorito de sódio com ácido fluorsilícico num container nas dependências do SAAE (Serviço Autônomo de Águas e Esgoto) levou o Corpo de Bombeiros a evacuar o prédio e isolar a área num perímetro de 100 metros. O incidente ocorreu depois que uma equipe terceirizada depositou o ácido fluorsilícico no container reservado a hipoclorito de sódio. A reação levou a liberação de gases e ao encaminhamento para atendimento hospitalar de três funcionários do SAAE  e um da empresa que trouxe o produto. Todos foram atendimentos na Unidade de Pronto Atendimento e depois de medicados foram liberados.

De acordo com o diretor superintendente da autarquia, Ary Marino Filho, o problema se deu pela mistura de dois ácidos que são corrosivos, mas antes que a tarde finalizasse o problema já estava sob controle.

“A situação está controlada. Houve sim uma contaminação do ambiente, mas todas as medidas  de segurança já foram tomadas. Foi um problema com gás que contaminou o ambiente e estamos aguardando a chegada da equipe da CETESB”, falou Marino Filho salientando que não houve nenhum problema com a água distribuída nas torneiras garcenses.

De acordo com a Tenente Lurela do Corpo de Bombeiros de Marília – que também foi acionado para a ocorrência -, a situação já estava sob controle.

“Estamos aguardando equipe da CETESB,  e passamos várias informações sobre o ocorrido. O container está isolado, mas o problema é que não sabemos o que foi gerado com essa mistura. Temos que saber o que resultou dessa mistura. De acordo com a CETESB de São Paulo há uma liberação de vários tipos de gases. Nesse primeiro momento seguimos as medidas de segurança com o isolamento da área e o encaminhamento das pessoas que foram acometidas pelos gases para atendimento hospitalar”, falou Tenente Lurela, lembrando ainda que a autarquia garcense segue todos os procedimentos de segurança, sendo que os containers estavam devidamente identificados.

Segundo a profissional, é difícil ter uma ocorrência desse tipo e a grande preocupação é com relação a direção do vento, visto que os gases afetam a área respiratória. Apesar da situação controlada o forte cheiro ainda era sentido no final da tarde e as plantas ao redor do prédio foram afetadas ficando com várias folhas queimadas.

O forte cheiro era semelhante ao de água sanitária.

 

 

Container só será inutilizado depois de saber qual gás resultou da mistura

 

O acidente envolveu vários segmentos como Corpo de Bombeiros, Vigilância Sanitária, CETESB, SAAE e fornecedor do flúor. Durante reunião ocorrida no final da tarde, ficou decidido que somente depois que algumas respostas forem conseguidas é que se definirá de que maneira o container será inutilizado.

 “Nós não vamos tirar o container até sabermos de fato qual o tipo de reação a mistura desses produtos acabou causando. Amanhã (hoje) o fornecedor entrará em contato com o fabricante  para saber que tipo de produto foi gerado. Até que tudo seja esclarecido o local será preservado e teremos o acompanhamento da equipe da CETESB, mas a responsabilidade pela retirada do container é do fornecedor e do SAAE”, falou o diretor Ary Marino Filho.

Salientando que foi uma mistura indevida do flúor com o hipoclorito de sódio, que gerou o gás, Ary Marino, falou que o trabalho foi feito pelo motorista do caminhão do fornecedor, sob orientação de um funcionário do SAAE.

“Infelizmente o motorista foi mal orientado pelo funcionário do SAAE que há mais de 20 anos trabalha na autarquia. O SAAE trabalha com flúor há mais de 30 anos e nunca tivemos, até aonde sei, nenhum acidente desse tipo. Será aberta uma sindicância para que possamos apurar as responsabilidades”, falou Marino Filho.

Até que a situação se resolva,  a liberação do gás, cujo cheiro ainda era forte no final da tarde de ontem nas dependências da autarquia, será monitorada.

Preocupados com a situação dos moradores da região, já que o problema afeta as vias respiratórias, Ary Marino Filho disse que todos foram comunicados e durante a noite (noite passada) haveria uma monitoração.

É importante lembrar que os dois produtos – flúor e hipoclorito – são utilizados na água, mas como lembrou o diretor superintendente as doses são controladas e liberadas em gotejamentos mínimos.

Segundo informado pela Tenente Lurela, quando a equipe for manipular o container deverá entrar em contato com a corporação para que medidas de segurança sejam tomadas.


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