Lucas Dias
07/03/2019
Garça ACIG 

Caged: Garça começa o ano recuperando postos de trabalho no mercado formal de emprego

Em janeiro a Sentinela do Planalto encerrou o mês com um aumento nas contratações e uma diminuição nos desligamentos na comparação com dezembro 2018

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Apesar da crise que muitos ainda alardeiam, e do desemprego que assusta vários lares brasileiros – leia-se também garcenses -, 2019 começou com um cenário positivo em relação a dezembro de 2018, no que diz respeito ao mercado formal de emprego. De acordo com dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados no dia 28 de fevereiro pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Garça recuperou postos de trabalho no mês de janeiro. Os números mostram que as contratações com carteira assinada aumentaram 56,86%, e as demissões caíram 29,12%. O saldo de vagas apresentou uma recuperação de 102,22% saindo de um resultado negativo em dezembro (-180) para a geração de quatro novos postos de trabalho em janeiro.

De acordo com o divulgado, no mês de janeiro de 2019 foram admitidos 240 trabalhadores com carteira assinada e desligados 236. No mês de dezembro de 2018 foram 153 contratações contra 333 desligamentos.

“O que percebemos é uma retomada, uma melhora nos números que representam o mercado formal de emprego na cidade e que envolve direto a questão da economia. O que vimos foi uma retomada de alguns setores que no final do ano, ficaram com déficit. Infelizmente o comércio teve um desempenho negativo no mês de janeiro, mas é um fato já esperado, pois passada as festas de final de ano, há uma readequação nas contratações temporárias”, falou o gerente da Associação Comercial e Industrial de Garça (Acig), Fábio Dias.

Mas se em relação a dezembro de 2018, o cenário no primeiro mês de 2019 se mostrou positivo, na comparação com janeiro de 2018, ele ficou abaixo do esperado. As contratações tiveram uma queda de 14,89%, e as demissões aumentaram 10,28%. O saldo de vagas teve uma queda de 94,11% na comparação com janeiro do ano passado quando as admissões somaram 282 registros contra 214 desligamentos.

Em nível nacional, o emprego formal no Brasil manteve a tendência de crescimento registrada em 2018 e fechou janeiro de 2019 com saldo positivo de 34.313 postos de trabalho. Foi o segundo melhor saldo do mês janeiro desde 2013. O resultado positivo decorreu de 1.325.183 admissões e 1.290.870 desligamentos. Nos últimos 12 meses, houve crescimento de 471.741 empregos, representando variação de +1,24%.

 


Destaque positivo em Garça ficou para a Indústria e Construção Civil

 


O resultado positivo do mês foi puxado pelo setor da Indústria de Transformação, que gerou 26 postos formais, seguido pela Construção Civil, que abriu 14 vagas de trabalho.

Os setores de Serviços Industriais de Utilidade Pública, Agropecuária e Administração Pública não geraram vagas, mas também não perderam postos de trabalho. Já o comércio fechou 26 vagas em janeiro, enquanto o setor de Serviços encerrou 10 vagas no mês passado.

No país, em termos setoriais, houve crescimento em cinco dos oito setores econômicos. Os dados registram expansão no nível de emprego em Serviços (43.449 postos), Indústria de Transformação (34.929 postos), Construção Civil (14.275), Agropecuária (8.328 postos) e Extrativista Mineral (84 postos). Ocorreu redução no nível de emprego nos setores do Comércio (-65.978 postos), Administração Pública (-686 postos) e Serviços Industriais de Utilidade Pública (-88). O setor de Serviços foi o principal destaque na geração de emprego de janeiro no país.

O salário médio de admissão foi de R$ 1.618,96 em janeiro, e o salário médio de desligamento foi de R$ 1.713,93. Em termos reais, considerando a deflação medida pelo Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC), houve crescimento de R$ 82,60 (+5,38%) no salário de admissão e queda de R$ 19,81 (-1,14%) no salário de desligamento, em comparação com o mês anterior. Em relação ao mesmo período do ano anterior, registrou-se aumento real de R$ 33,27 (+2,10%) para o salário médio de admissão e de R$22,50 (+1,33%) para o salário de desligamento.

“Como sempre colocamos, o começo do ano é muito complicado para o setor do comércio. Janeiro é a época em que chegam os tributos mais pesados como IPVA e IPTU, gastos com escola, material escolar. Fevereiro é um período mais curto com o carnaval. Somente depois de março é que podemos fazer maiores projeções, mas ainda assim, sempre existe a perspectiva de melhorar e o lojista sempre está em busca de atrativos para conquistar o consumidor”, disse Dias.

Segundo ele, o setor da Indústria da Transformação mostrou uma recuperação muito positiva em relação a dezembro, bem como a Construção Civil. Dois setores que interferem muito na economia da cidade.

“Vimos aí uma recuperação da Construção Civil que em dezembro fechou 16 postos de trabalho e da Indústria que terminou dezembro com o fechamento de 55 postos de trabalho. Essa recuperação é muito positiva e movimenta a economia. Isso reflete no comércio e pode ser que tenhamos um resultado melhor no mês de fevereiro. Com o aquecimento da Construção Civil há uma movimentação no segmento comercial e a Indústria forte traz confiança para o consumidor”, falou Dias.

 

 


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