Fábio Dias
22/04/2019
Garça Variedades 

Com 13.824 cargos vagos, defasagem na Polícia Civil segue crescendo

Em 2019, o governador de São Paulo mudou e o cenário de sucateamento da Polícia Civil paulista piorou ainda mais.

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Em 2019, o governador de São Paulo mudou e o cenário de sucateamento da Polícia Civil paulista piorou ainda mais. O Defasômetro deste mês mostra uma piora no déficit de 95 cargos em relação ao mês anterior. Só este ano, o déficit aumentou 345 cargos em relação ao fechamento de 2018. É um quadro inadmissível se considerarmos que, em reunião recentíssima dos presidentes das entidades de classe de delegados de polícia, SINDPESP e ADPESP, com o secretário de segurança pública, o representante de Doria na SSP disse em alto e bom som que “não há perspectiva de mudança”. Os policiais civis pagam um preço alto por tal negligência e a população de São Paulo também.

Os novos dados do Defasômetro, atualizado até 30 de março, apontam o déficit total de13.824 profissionais na Polícia Civil do Estado de São Paulo. O número representa 32,98% do total previsto em lei.
Faltam hoje 788 delegados de polícia, doze cargos vagos a mais do que no mês passado. Ou seja, 22,75% das vagas previstas para delegados de polícia no estado estão sem profissionais. A cada levantamento, o déficit segue piorando.

“Reunimo-nos com o secretário e saímos desapontados com a indisposição do Governo em investir, no necessário curto prazo, na Polícia Civil. Se João Doria não tem planos para a instituição, precisamos submeter a questão aos delegados de polícia e saber o que a classe deseja”, explica a presidente do SINDPESP, Raquel Kobashi Gallinati.

“Pelo visto, há a possibilidade real desta gestão prosseguir da mesma maneira que governos anteriores, que não olharam com atenção para a polícia judiciária. É necessário parar esse déficit o mais depressa possível. Só investimento sério pode de fato significar que uma efetiva política de segurança pública seja implementada. Investir em polícia judiciária é uma obrigação do Estado, não uma decisão política do gestor”, completou a presidente.


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