Fábio Dias
17/02/2020
Garça 

Garça participou do ‘Dia D’ de vacinação contra o sarampo no sábado: imunização continua

Campanha visa alcançar pessoas com idade entre 5 e 19 anos ainda não imunizados; também haverá vacina contra febre amarela

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Sem registrar grande movimento nas Unidades de Saúde, no último sábado, 15, Garça participou do “Dia D” de vacinação contra o sarampo. A ação foi realizada em todo o Estado, e as unidades de saúde ficaram abertas das 8 às 17 horas. O foco era alcançar pessoas de 5 a 19 anos que ainda não receberam as doses necessárias.

Muitos dos que compareceram nas unidades de saúde foram conferir se a caderneta de vacinação estava em ordem. Alguns ‘não escaparam’ da imunização.

Esse foi o caso da pequena Beatriz Ribeiro que chegou na Unidade de Saúde do Bairro Labienopolis certa de que tudo estava em ordem. Foi preciso tomar a vacina contra o sarampo e o choro veio.

“Chorei um pouquinho, mas precisava tomar. É importante. Minha mãe disse que a doença é perigosa e a gente tem que se prevenir”, disse ela mostrando maturidade no alto de seus seis anos. Ela ainda mostrou o local da ‘injeção’.

O Dia D fez parte da primeira etapa da campanha nacional de vacinação contra o sarampo de 2020, que deve ocorrer até 13 de março e é fruto de parceria com os municípios e o Ministério da Saúde.

A vacina tríplice viral protege contra sarampo, rubéola e caxumba. 

Aqueles que não puderam comparecer nas unidades de saúde no sábado devem procurar o serviço com a carteirinha de vacinação, para que um profissional verifique a necessidade de aplicação da dose.


Aplicação das doses

O calendário nacional de vacinação prevê a aplicação da tríplice aos 12 meses e também aos 15 meses para reforço da imunização com a tetraviral, que protege também contra varicela. Para os bebês com 6 meses também devem receber a chamada “dose zero”, que não é contabilizada no calendário.

“Contamos com a ajuda de todos na prevenção contra o sarampo. É de extrema importância manter a carteira de vacinação atualizada. Sugerimos aos jovens e aos pais e responsáveis pelas crianças que procurem um posto neste ‘Dia D’ e garantam a proteção contra a doença” afirma a diretoria de Imunização, Núbia Araújo.

A vacina é contraindicada para bebês com menos de 6 meses. A recomendação para os pais e responsáveis por crianças nessa faixa etária é evitar exposição a aglomerações, manter higienização adequada, ventilação adequada de ambientes, e sobretudo que procurem imediatamente um serviço de saúde diante de qualquer sintoma da doença, como manchas vermelhas pelo corpo, febre, coriza, conjuntivite, manchas brancas na mucosa bucal. Somente um profissional de saúde poderá avaliar e dar as recomendações necessárias.

A Secretaria de Saúde de São Paulo também orientou que as salas de vacinação façam a triagem de crianças que tenham alergia à proteína lactoalbumina, presente no leite de vaca, para que estas recebam a dose feita sem esse componente.

Também há contraindicação para pessoas imunodeprimidas e gestantes. Pessoas nascidas antes de 1960, na sua maioria, já tiveram a doença na infância e possuem imunidade (proteção) por toda a vida, não necessitando ser vacinadas, conforme diretriz do Ministério da Saúde. As pessoas que tiverem dúvidas quanto à imunização adequada devem procurar um posto, com a carteira vacinal em mãos, para que um profissional de saúde verifique a necessidade de aplicação, que ocorrerá de forma “seletiva”, ou seja, apenas em quem tiver alguma pendência.

O Programa Estadual de Imunização prevê que crianças e adultos, com idade entre um ano a 29 anos, devem ter duas doses da vacina contra o sarampo no calendário. Acima desta faixa, até 60 anos, é preciso ter uma dose. Não há indicação para pessoas com mais de 61 anos, pois esse público potencialmente teve contato com o vírus, no passado.

Conforme definido pelo Ministério da Saúde, a campanha também terá uma segunda fase no próximo semestre. Será focada em pessoas de 30 a 60 anos e acontecerá entre os dias 3 e 31 de novembro.

Em 2020, até o momento, foram confirmados 176 casos registrados neste ano, sem óbitos. Em 2019, 17.428 casos foram registrados e 14 mortes decorrentes de complicações pelo sarampo.

 


Vacinação contra Febre amarela

Durante toda a campanha e inclusive no sábado, “Dia D”, no Estado de São Paulo, os postos de saúde ofereceram também a vacina contra febre amarela, para pessoas a partir de 9 meses. A dose pode ser aplica simultaneamente com a tríplice viral, caso haja necessidade, em pessoas a partir de 2 anos de idade. Em crianças com idade inferior, será priorizada a vacina contra o sarampo e agendada a aplicação da vacina contra febre amarela para quatro semanas depois.

A vacina contra febre amarela leva dez dias para garantir proteção efetiva, e é fundamental para pessoas que vão circular em áreas verdes no Carnaval, por exemplo. “Aos que tomarem a vacina em período inferior a dez dias a viagens com esse perfil, recomendamos que evitem adentrar áreas verdes e usem repelentes e roupas compridas e de cor clara para reforçar a prevenção”, recomenda a diretora de imunização da Secretaria de Estado da Saúde, Helena Sato.

Devem consultar o médico sobre a necessidade da vacina contra febre amarela os portadores de HIV positivo, pacientes com tratamento quimioterápico concluído e transplantados. Não há indicação de imunização para grávidas, mulheres amamentando, crianças com até 6 meses e imunodeprimidos, como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticoides em doses elevadas (como por exemplo Lúpus e Artrite Reumatoide) e alérgicos a ovo.

Em 2020, não houve casos da doença, até o momento. Em 2019, foram 67 casos de febre amarela silvestre, com 13 óbitos.

Vale ressaltar que o tipo de vírus que circula atualmente em São Paulo é silvestre, transmitidos pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes. Não há relação com o Aedes aegypti. Não há casos de febre amarela urbana no Brasil desde 1942.


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