Fábio Dias
28/02/2020
Região 

Unesp: Oficina de lanternas de bambu ilumina o campus de Bauru

Parceria entre a Universidade Estadual Paulista e a Fundação Japão estimula o intercâmbio cultural entre os dois países

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A Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Fundação Japão, organização ligada ao Ministério dos Negócios Estrangeiros japonês, têm uma parceria para promover o intercâmbio cultural entre os dois países. A ideia é formar facilitadores que atuem nessa troca de experiências.

Uma das frentes de atuação é com o Projeto Bambu, desenvolvido há 20 anos na instituição. Representantes da fundação visitaram o campus em Bauru, no interior de São Paulo, para uma série de atividades. Na primeira atividade do dia, representantes da Fundação Japão visitaram a área agrícola de pesquisa da Fundação Bambu, sediada na Unesp no campus de Bauru.

Em seguida, os participantes visitaram a Associação Agroecológica Viverde, local em que moradores do assentamento Horto Aimorés recebem a capacitação pela universidade e desenvolvem trabalhos feitos com o bambu. A iniciativa gera oportunidade extra de renda para os associados.

Após as visitas, o grupo seguiu para o laboratório onde foi realizada a oficina de confecção de lanternas. O bambu foi colhido na Unesp, enquanto a técnica para o desenho das lanternas foi ensinada pelos representantes japoneses.

“As lanternas de bambu são feitas com a perfuração de orifícios na estrutura, para iluminá-los por dentro e trazer encantamento. No Japão, estão sendo realizados festivais organizados por comunidades locais”, destaca o responsável pela oficina, Kenshi Mishiro, à TV Unesp.

Alguns produtos da oficina foram exibidos pelo campus da Unesp, iluminando e abrilhantando o espaço antes da receber os alunos para o início do ano letivo. O Laboratório de Experimentação com Bambu da Unesp em Bauru, um programa de investigação sobre o material e suas aplicações, é coordenado pelo professor Marco dos Reis Pereira, da Faculdade de Engenharia do campus (FEB).

“O projeto começou com a introdução de espécies na Unesp, pois não existia nenhuma, além do acompanhamento do desenvolvimento desses exemplares. Depois, passamos para uma fase de caracterização física e mecânica com os próprios gomos que nasceram. Na terceira fase, começamos a fazer produtos. Na quarta etapa, passamos a capacitar os alunos”, salienta à TV Unesp o docente Marco dos Reis Pereira.

“A Fundação Japão também tem uma atividade para colaborar com universidades ou entidades internacionais e solucionar alguns problemas”, explica o diretor-geral da fundação, Masaru Susaki, à TV Unesp.

“Eles desenvolvem um esboço, feito no computador, que serve de base para ser colado sobre o bambu e depois ser processado com as brocas. Eles já especificam o tamanho das brocas e a localização, diminuindo a margem de erro”, avalia à TV Unesp o designer e professor Flávio Ventura, participante das atividades e que desenvolveu pesquisas com bambu no mestrado e doutorado.


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