Fábio Dias
24/03/2020
Garça ACIG 

Alguns comerciantes garcenses descumprem decreto do prefeito e abrem as portas

Depois da publicação do decreto 9.042/2020 no último sábado, 21 de março, a expectativa era que nesta segunda-feira, 23, todo o comércio garcense estivesse de portas fechadas.

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Depois da publicação do decreto 9.042/2020 no último sábado, 21 de março, a expectativa era que nesta segunda-feira, 23, todo o comércio garcense estivesse de portas fechadas. A ação faz parte das medidas de enfrentamento à pandemia provocada pelo Covid 19, decretadas pelo prefeito João Carlos dos Santos. No entanto o que se viu foram lojas abertas e a ação do setor de fiscalização. 

Proprietários de lojas, bares, tabacarias abriram seus estabelecimentos ignorando o decreto do chefe do executivo garcense. Segundo a publicação, todo estabelecimento comercial que não se enquadre na comercialização de gêneros de primeira necessidade deve fechar as portas até o dia 7 de abril. Conforme o divulgado pelo prefeito, com o objetivo de proteger a população e evitar um colapso na Rede Pública de Saúde, está proibida a abertura de shopping center, galerias e similares; lojas de comércio varejista e atacadista; restaurantes, bares e lanchonetes; comércio food truck, carrinhos e trailers de lanches e outros; casas noturnas, lounges, tabacarias, boates, buffets e similares.

Ficou autorizado o funcionamento de bares, restaurantes, lanchonetes e demais estabelecimentos de gêneros alimentícios, exclusivamente, para atendimento de serviços de entrega (delivery), permitido este 24 horas por dia todos os dias da semana

“Tivemos um dia de intenso movimento. Nesse desencontro, onde uns se ignoraram a lei, muitos reclamaram querendo o mesmo direito. Sabemos que é um momento difícil e que existe a preocupação com a economia, mas agora o que se sobrepuja é a preocupação com a vida”, falou o gerente da Associação Comercial e Industrial de Garça – ACIG, Fábio Dias. 

De acordo com ele, todas as preocupações são pertinentes, mas o país vive uma pandemia e as ações são embasadas no bem comum.

Uma das dúvidas diz respeito a estabelecimentos que comercializam gêneros alimentícios. Lembrando o que diz o decreto, está proibido o atendimento presencial ao público em estabelecimentos comerciais em funcionamento no município de Garça, Distrito de Jafa e Zona Rural.

“Tem quem alega estar com dúvidas, mas nos colocamos a disposição para poder ajudar naquilo que for pertinente. A fiscalização é de responsabilidade da Administração, do Departamento de Fiscalização de Posturas, e o descumprimento das medidas pode acarretar uma multa de 300 UFG por dia de descumprimento. Não é momento para isso”, falou Dias.

 O presidente da ACIG, João Francisco Galhardo, já havia se manifestado favorável a decisão do prefeito, quando o mesmo sugeriu o fechamento do comércio.

Segundo Galhardo, apesar de tudo, a medida é necessária diante da delicadeza da situação.

“Sabemos da dificuldade, mas é o momento de pedirmos paciência e sabemos que no decorrer do tempo, todos irão se adequando a situação. Nesse momento o prefeito colocou o fechamento até o dia 7 de abril, mas sabemos que constantemente os dados sobre o coronavírus vem se modificando e, em cima desses dados é que as medidas vão sendo adotadas. É algo que não podemos prever”, falou ele.


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