Fábio Dias
01/04/2020
Garça 

Coronavírus: Posicionamento Facesp

A crise que o Brasil atravessa em decorrência da pandemia do novo coronavírus exige grandeza e discernimento por parte dos governantes em seus vários níveis. 

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A crise que o Brasil atravessa em decorrência da pandemia do novo coronavírus exige grandeza e discernimento por parte dos governantes em seus vários níveis. 

A Federação das Associações Comerciais de São Paulo e a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) apoiaram as medidas restritivas das atividades empresariais impostas pela Prefeitura e pelo Governo do Estado até o fim da primeira semana de abril. 

Entenderam sua necessidade para reduzir a expansão da pandemia e permitir que o sistema de saúde tivesse tempo para se preparar para o atendimento da população. 

Alertaram, porém, que tais restrições deveriam durar o menor tempo possível, considerando-se seu impacto negativo, não apenas sobre as atividades econômicas mas, sobretudo, sobre a vida dos segmentos menos favorecidos da população. 

Chamaram também atenção para a necessidade de medidas do setor público que garantissem a sobrevivência das empresas, especialmente as menores, preservando assim empregos. 

Ponderaram ainda sobre a necessidade de ajuda para os que trabalham por conta própria e de maneira informal. 

Encaminharam às autoridades pleitos em relação à suspensão do pagamento de impostos, como forma de apoiar os empreendedores, retendo ao máximo a escalada do desemprego. 

Enquanto se aproximam as datas limites para o fim da paralisação, as  entidades observam algumas primeiras iniciativas das autoridades no sentido de apoiar as empresas e proteger os empregos. São, no entanto, ainda tímidas quando contrapostas à magnitude da crise que se avizinha. 

As entidades vêm a público clamar que as autoridades se unam em um esforço centralizado para coordenar a gestão desta crise do novo coronavírus. 

Reforçam também seu entendimento quanto à responsabilidade de todos neste momento e declara não apoiar a desobediência civil. Porém, sugerem que os governantes reflitam sobre a possibilidade de flexibilizar os prazos para o final da paralisação, antecipando-os. 

Entendem que é possível organizar o retorno paulatino e cuidadoso das atividades não essenciais do comércio e dos serviços, desde que sejam adotadas medidas que respeitem às orientações das autoridades de saúde no que diz respeito à não aglomeração de pessoas, à correta forma de higienização dos estabelecimentos, ao resguardo dos profissionais pertencentes aos grupos de risco e outras. 

A crise do Novo Coronavírus afeta não apenas a segurança física e psicológica da população, mas de forma decisiva as atividades econômicas, essas também importantíssimas para o bem-estar de todos. 

Promover o equilíbrio entre a proteção da saúde e da economia é agora a grande missão do país. Não é uma decisão fácil, mas necessária. A FACESP e a ACSP vêm mantendo contato com as autoridades, levando informações e sugestões, e continuam à disposição para continuar a colaborar na busca das melhores alternativas para amenizar a difícil situação enfrentada pela população brasileira. Manifestam a certeza de que o Brasil superará a crise e sairá dela mais fortalecido e unido.

 

Por Facesp: Alfredo Cotait Neto

Presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo e da Associação Comercial de São Paulo


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