Fábio Dias
13/05/2021
Garça ACIG 

FecomércioSP: 8 em cada 10 famílias paulistanas têm dívidas no cartão de crédito


Diante da crise nacional, as famílias na cidade de São Paulo recorrem cada vez mais, ao cartão para manter o consumo, aponta a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) da FecomercioSP. 


Diante da crise nacional, as famílias na cidade de São Paulo recorrem cada vez mais, ao cartão para manter o consumo, aponta a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) da FecomercioSP. 

Pelo levantamento da federação, atualmente 78,9%, ou oito em cada dez famílias, possuem alguma dívida deste tipo. A taxa é muito próxima ao recorde histórico de 79,7%, registrado em junho de 2012. O dado também é o maior número de lares endividados no cartão de crédito na capital desde novembro de 2019, quando ficou em 75,5%.

Na avaliação da FecomercioSP, os índices apontam para uma deterioração das condições econômicas das famílias paulistanas, que encontram em dívidas as poucas saídas que restam para consumir, principalmente itens básicos, como alimentos. De acordo com a pesquisa, o percentual de lares endividados ficou em 61,7% em abril.

Segundo o gerente da Associação Comercial e Industrial de Garça – Acig, Fábio Dias, o resultado da pesquisa traz uma realidade que acontece não só na cidade de São Paulo.

“É uma situação que nos deparamos diariamente. As pessoas, aquelas que ainda possuem cartão, recorrem a ele para realizar as compras. Muitas, no ato da compra, chegam a dizer que quando a fatura chegar, vão pensar como pagar. É uma triste realidade e, ao contrário do que víamos, de compras taxadas como supérfluas, as pessoas estão comprando itens de necessidade”, falou o gerente.

De acordo com o gerente, é mais um reflexo da queda nas condições econômicas do trabalhador. É o efeito cascata do fechamento de portas de trabalho, do desemprego, da instabilidade econômica.

Em números absolutos, hoje há 2.452 milhões de pessoas com dívidas na capital paulista. Apesar disso, ainda que a crise permaneça, a quantidade de lares com contas atrasada (18,8%), e daqueles que não têm condições de pagá-las permanecem estáveis (8,3%). Em março, os índices eram de 18,4% e de 8,4%, respectivamente.

Para a FecomercioSP, os consumidores devem priorizar o controle de suas despesas no contexto atual, em especial do cartão de crédito, pois juros, multas e taxas significam perda de dinheiro que poderia ser usado para consumir.

“Você tem seu poder aquisitivo reduzido, mas continua com as mesmas necessidades, como comer, vestir, comprar medicamentos. É, na realidade, uma conta que não fecha”, salientou o gerente. 

Na análise da FecomercioSP, os consumidores devem manter cautela no curto prazo, já que a reabertura das atividades em São Paulo seguirá lenta, assim como o ritmo da vacinação no município. Para os empresários, a orientação é continuar com estratégias de vendas como promoções, e tipos mais flexíveis de pagamento. 

 


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