Fábio Dias
29/07/2021
Garça ACIG 

ACIG destaca importância de valorizar comércio local

Garça, rotineiramente, tem como ponto de referência as cidades de Bauru e Marilia.

Garça, rotineiramente, tem como ponto de referência as cidades de Bauru e Marilia. É o referencial utilizado para que muitos garcenses ‘expliquem’ onde a cidade se localiza. Por muito tempo o brilho da Sentinela do Planalto se ofuscou com a emancipação das cidades vizinhas (Bauru e Marilia), principalmente quando o assunto é o comércio. Mas há muito que este cenário vem se modificando, conforme coloca o presidente da Associação Comercial e Industrial de Garça, João Francisco Galhardo. 

“A cidade vem numa crescente e o comercio se solidificando cada vez mais. Antes tínhamos nossa economia embasada na cafeicultura, mas tudo se diversificou, hoje temos um polo industrial sólido, ainda temos a cafeicultura e o nosso comércio foi agregando”, disse Galhardo.

De acordo com o dirigente é preciso desmistificar a ideia de que para conseguir bons produtos se faz necessário ir para outros centros comerciais. Hoje Garça é referência para cidades da região e recebeu em seu território grandes marcas.

O que precisa, disse ele, é que os consumidores, ou melhor os munícipes valorizem o comércio local, realizem suas compras na cidade, pois tudo volta para o próprio consumidor.

“É uma conta simples de fazer. Se o munícipe valorizar o nosso comércio, haverá um movimento maior na economia, mais vendas, mais arrecadação e mais portas de emprego abertas. Se o comerciante não vender, não ter como manter seu negócio, ele fecha as portas ou restringe o número de trabalhadores, o que significa menos oportunidade de emprego”, falou o presidente.

Galhardo salienta que com o comércio enfraquecido, com as demissões e os fechamentos, vem o desemprego. Um trabalhador desempregado tem dificuldades em quitar seus débitos, em pagar seus impostos, em realizar suas compras.

“É um efeito cascata. Por isso sempre frisamos a importância de se valorizar o comércio local”, disse ele.

Mostrando o potencial da cidade, Galhardo lembrou as marcas que investiram na cidade, como Americanas, Casas Bahia, Magazine Luiza, Roth. 

“São marcas que já tem uma história em várias partes do país e que investiram na cidade. Esse investimento vem, não à toa ou por acaso. Certamente perceberam o potencial da cidade. Essas lojas se somaram as já existentes e temos vários estabelecimentos comerciais que oferecem os mais diferentes produtos. Temos o tradicionalismo da Casa São Paulo, inaugurada em 1934, que tem produtos de qualidade, atendimento singular e é um pedaço da história da cidade, com a inovação das grandes marcas, misturadas ao comércio marcante do interior, onde muitos são conduzidos pelas próprias famílias. Empreendedores locais que se esforçaram e vem se esforçando para manter as portas abertas e as vagas de emprego. Tudo gerando divisas para o município e buscando a preferência do consumidor”, disse ele.

De acordo com o dirigente garcense, os pequenos negócios são essenciais para a economia. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) do Ministério do Trabalho, Economia, mostram que em 2019 Garça tinha 859 estabelecimentos comerciais (varejista e atacadista); 878 estabelecimentos prestadores de serviços (Instituições de créditos, seguro, serviços médicos, odontológicos e veterinários, serviços de alojamento, comercio e administração de imóveis, serviços técnico – entre outros); 273 estabelecimentos voltados para a Industria da Transformação. Um cenário que deixa para trás a “velha” referência de que Garça é uma “cidadezinha” que fica entre Bauru e Marilia.

A cidade cresceu, conquistou sua independência e vem, a cada dia, sendo referência para outro municípios.

“Temos o nosso espaço nesse cenário e, da mesma forma que cobramos dos munícipes o incentivo ao comércio local, cobramos também de nossos associados um aprimoramento constante para oferecer o melhor para o consumidor. Incentivamos nossos empreendedores a se capacitarem, pois muitas vezes o diferencial vai além de melhores preços. O consumidor precisa ser conquistado diariamente e, para isso nossos comerciantes vêm se preparando”, coloca Galhardo.

Para ele tudo deve contribuir para o fortalecimento do comércio local, em suas variadas frentes. Tudo passando pela valorização e pelo incentivo.

“Todos estamos vivendo uma crise econômica. Não faz sentido sair de Garça e prestigiar outros comércios, enquanto os daqui também precisam de apoio. Como eu disse, é um efeito cascata e todos têm como colaborar”, finalizou Galhardo.


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