Fábio Dias
22/07/2021
Garça ACIG 

Benefícios governamentais injetam mais de R$ 6 milhões na economia garcense no primeiro semestre

De primeiro de janeiro até 30 de junho deste ano a economia garcense sentiu a injeção de R$ 6.691.426,00 provenientes de benefícios governamentais como o Bolsa Família, o Auxílio Emergencial e o BPC.

De primeiro de janeiro até 30 de junho deste ano a economia garcense sentiu a injeção de R$ 6.691.426,00 provenientes de benefícios governamentais como o Bolsa Família, o Auxílio Emergencial e o BPC. Os recursos, como colocou o vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Garça – ACIG, Mauro José de Sá, foram e são importantíssimos para ajudar a manter a economia, mas a demora em se decidir pela continuidade do auxílio emergencial trouxe uma queda significativa nos números, em relação ao mesmo período do ano passado.

“No ano passado o governo foi mais rápido ao determinar o auxílio emergencial, e os valores foram maiores. Este ano, além da demora em se decidir pela prorrogação, os valores são menores. Ainda assim, eles ajudam, e muito, a movimentar a economia da cidade”, falou o vice-presidente.

Segundo dados do governo, o dinheiro que chegou até os garcenses nesses primeiros seis meses de 2021, veio com uma queda de 77,72% em relação ao mesmo período do ano passado. Entre janeiro e junho de 2020 foram injetados na economia garcense R$ 30.043.708,40.

O perfil dos benefícios também mudou. Entre janeiro e junho de 2020 do dinheiro que chegou em Garça, 79% era referente ao Auxilio Emergencial (R$ 23.685.000,00); 15% respondiam pelo pagamento do BPC – Benefício de Prestação Continuada de Assistência Social (R$ 4.469.341,40) e apenas 6% veio do programa Bolsa Família (R$ 1.889.367,00).

Houve uma mudança significativa com relação a origem dos programas. Neste ano, de janeiro a junho, o maior montante veio do BPC – 70% (R$ 4.698.100,00), seguido do Bolsa Família – 29% (R$1.919.594,00) e, por último, com apenas 1% de participação o Auxílio Emergencial com R$ 73.732,00.

“O que nós percebemos com isso é que o maior benefício neste ano está chegando através do BPC que abrange idosos com 65 anos ou mais ou aquelas pessoas com deficiência ou incapacitadas para o trabalho. Mais uma vez vemos que muitos lares garcenses são mantidos por idosos”, falou Mauro.

Para o vice-presidente da Acig, sem esses recursos, somados a outros que chegaram até o empresariado, como, por exemplo, o Pronampe, muitos empreendedores teriam baixado as portas.

“São esses beneficiários que, com o pouco que ganham, se aventuram nos supermercados, quitam alguns débitos e procuram fugir da inadimplência. São eles que ainda mantem uma certa rotatividade econômica. Agora, com essa maior estabilização e com um boom verificado no setor de serviços, esperamos que as coisas melhorem”, falou Mauro.

Segundo o dirigente, o auxílio voltado para trabalhadores informais e autônomos garantiu a seus beneficiários um poder de consumo para atravessar a crise causada pelo novo coronavírus em 2020, e mesmo que agora esse efeito venha se minimizando com a redução dos valores o benefício foi um fator importante para ajudar garcenses que, de uma hora para outra, se viram desempregados e sem perspectivas. Ajudou a manter a economia de muitos municípios brasileiros


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