Fábio Dias
19/08/2024
Garça 

Garça não atinge metas de desenvolvimento da educação básica


Ensino Fundamental I e II e o Médio não alcançaram pontuação estabelecida pelo Ministério da Educação


Resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) divulgados no último dia 14 de agosto mostram que Garça não atingiu as metas estabelecidas para o ensino público entre 2021 e 2023. O Ideb avalia, a cada dois anos, a qualidade da educação por meio da combinação de taxas de aprovação e resultados das provas do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). A média é definida de 1 a 10, baseada no desempenho dos alunos na avaliação. Também são definidas metas para os próximos índices. No Ensino Fundamental I, que corresponde do 1º ao 5º ano, Garça teve média de 6,4 em 2023, superando os 6,1 de 2021, mas ainda abaixo da meta que era 7,0. O Ensino Fundamental II, do 6º ao 7º ano, teve média de 5,1 em 2023, tendo um ponto a mais que os 5,0 de 2021. Ainda assim, atrás dos 5,9 estabelecidos. Já no Ensino Médio, que representa do 1º ao 4º ano, a média se manteve em 4,2, igual a 2021, porém, abaixo da meta que era de 4,5. O balanço de 2023 mostrou que, apesar de uma ligeira melhora em relação a 2021, o município ainda não conseguiu alcançar as metas estabelecidas pelo Ministério da Educação (MEC). 


Resposta ao Jornal Marília Notícia

Questionada pelo Marília Notícia, a Secretaria da Educação de Garça informou que está muito feliz com o notável avanço obtido no Ideb, medido desde 2005, e o que “o índice de 6,4 é o maior da história de Garça e superou a média da região sudeste e também do Estado de São Paulo.

Ainda segundo a nota, o município disse que “vem tendo um trabalho na Educação nos últimos sete anos, claro, sempre objetivando a melhor nota do Ideb, com um foco único: a meta de 7,0.” 

Também questionado pelo Marília Notícia, o governo estadual afirmou que os resultados da edição 2023 do Ideb, “reforçam o diagnóstico feito pelo Governo do Estado no início da gestão, que aponta defasagem na aprendizagem e a necessidade de implementar medidas para recuperar o déficit acumulado ao longo da pandemia e que ainda reflete nas avaliações dos alunos da rede.” Conforme nota enviada ao MN, as principais ações, implementadas a partir do segundo semestre do ano passado, incluem apoio à alfabetização na idade certa, recuperação semestral com foco na recomposição da aprendizagem e ampliação de cursos de formação continuada para professores. 

No Ensino Médio, foi reduzido de 11 para três o número de itinerários formativos. A matriz curricular aumentou em 60% o tempo de aprendizado de língua portuguesa de 10 para 16 aulas semanais. 

Em matemática, o percentual foi de 70% – de 10 para 17 aulas e a inclusão na grade de educação financeira.  A Secretaria da Educação ampliará, ainda, o número de cidades que terão a oferta de ensino técnico na rede — das atuais 349 para uma perspectiva de estar em 463 municípios, um aumento de 32,6%. Em 2022, o técnico era oferecido a alunos de 161 cidades paulistas. A Seduc-SP também diz que aperfeiçoou os mecanismos de acompanhamento do rendimento escolar dos estudantes. Em média, após a terceira falta consecutiva, a equipe da escola aciona o aluno e medidas de acolhimento são tomadas para garantir o retorno às salas de aula. (Por Marília Notícia – foto reprodução internet)


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