Aumento no número de imóveis comerciais fechados na região central preocupa ACIG
O ano de 2026 começou com um cenário desafiador para o comércio de Garça. Quem circula pelo centro da cidade percebe o aumento no número de pontos comerciais fechados e de prédios disponíveis para locação, reflexo de um movimento que tem deixado as ruas menos movimentadas e acendido um sinal de alerta entre comerciantes e entidades representativas do setor.
De acordo com um levantamento feito pelo Garça em Foco, entre os principais obstáculos enfrentados pelos empresários estão os altos valores de aluguel, a queda no fluxo de vendas, a redução, e em alguns casos, a falta de opções viáveis de negócios que consigam se manter sustentáveis no atual contexto econômico. O cenário tem tornado a rotina do comerciante cada vez mais desafiadora e aumenta a preocupação com o futuro do comércio tradicional da cidade.
Diante desse panorama, a nova diretoria da Associação Comercial e Industrial de Garça (ACIG), que tomou posse no início de janeiro de 2026, assume com a missão de ajudar a fomentar o comércio local, contribuir para a reestruturação do centro da cidade e apoiar tanto as lojas já consolidadas quanto os pequenos negócios em atividade, buscando evitar o fechamento de mais estabelecimentos.
Procurada pela equipe do portal Garça em Foco, a ACIG afirmou acompanhar com preocupação o aumento significativo de imóveis comerciais fechados no município, mas ponderou que a situação não é exclusiva de Garça. Segundo a Associação, trata-se de uma realidade enfrentada também por grandes centros urbanos em todo o país, em meio às transformações do comércio físico.
Na avaliação da Associação, diversos fatores contribuíram para o fechamento de empresas e para a cautela de novos empreendedores em investir em lojas com atendimento presencial. Entre os principais estão o crescimento acelerado do e-commerce, que alterou de forma significativa os hábitos de consumo, e os valores dos aluguéis comerciais, muitas vezes incompatíveis com a realidade financeira de pequenos e médios empresários.
A ACIG também destaca os reflexos de crises econômicas recentes, o aumento dos custos operacionais e as mudanças constantes no comportamento do consumidor como elementos que impactam diretamente a sustentabilidade dos negócios físicos.
Diante desse cenário, a entidade defende a adoção de ações que tornem o ambiente de negócios mais atrativo, como o incentivo ao empreendedorismo, a busca por alternativas para a ocupação de imóveis comerciais, o estímulo à inovação e a adaptação dos modelos de negócio à nova realidade do mercado.
A Associação Comercial reforçou ainda que permanece à disposição para dialogar com comerciantes, proprietários de imóveis e o poder público, propondo soluções e apoiando iniciativas que contribuam para a revitalização do comércio local e para o desenvolvimento econômico de Garça.
Fonte: Garça em Foco
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