Fábio Dias
31/03/2020
Região 

Prefeito de Marília volta atrás e decide seguir quarentena do estado até 7 de abril

Decisão foi tomada em reunião com o comitê gestor de combate ao coronavírus na manhã desta segunda-feira (30). 

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O prefeito de Marília, Daniel Alonso, voltou atrás da decisão de reabrir o comércio da cidade a partir de amanhã, quarta-feira (1.º) e resolveu seguir período de quarentena decretado pelo Governo do Estado. Com isso, o comércio local permanece fechado até o dia 7 de abril. 

A decisão do prefeito foi tomada em uma reunião com o comitê gestor de combate ao coronavírus de Marília na manhã de ontem (30). No auditório do gabinete, estavam presentes representantes da saúde, presidente da Câmara, presidente da Acim, PM, Procon e entidades religiosas. 

De acordo com o prefeito, a quarentena de Marília terminaria no dia 1º porque começou mais cedo do que a quarentena estadual. 

“Em nenhum momento tivemos a intenção de furar ou relaxar o decreto do Estado de São Paulo. O que acontece é que a nossa quarentena vence essa semana, porque iniciamos antes do estado. Por isso nós fizemos o planejamento de volta gradual das atividades da cidade”, explica o prefeito. 

A partir de agora, o prefeito informou que vai seguir os decretos do Estado e as orientações do Ministério da Saúde, mesmo se a quarentena for prorrogada. "Estamos juntos, alinhados", afirmou. 

Alonso também explicou que os comerciantes de Marília vão precisar utilizar a criatividade para permanecerem com os serviços, mas através de sistemas drive-thru e delivery, com as portas fechadas. 

A possível reabertura do comércio tinha gerado uma repercussão negativa no final de semana. No entanto, a prefeitura afirma que nada tinha sido oficialmente decidido ou decretado pelo chefe do Executivo. 

No domingo (29), a Defensoria Pública do Estado de SP publicou um ofício defendendo a manutenção da quarentena. Segundo o documento, o comércio de Marília e atividades não essenciais deveriam permanecer fechadas, seguindo a orientação da Organização Mundial de Saúde (OMS), do Ministério da Saúde e o decreto do governo estadual. 

A Famema também recomendou o isolamento social, pensando na possível falta de leitos no sistema de saúde do município. A Organização dos Advogados do Brasil (OAB) de Marília também pediu a manutenção da quarentena. (Com informações TV TEM)


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